CrowdFunding + Novas Economias


A Internet tem facilitado o acesso e a realização de muitas coisas, isso é inegável. Um dos grandes lances dessa fase atual, chamada de web 2.0, não se dá exclusivamente pelo avanço das ferramentas operacionais da Internet, mas sim de um papel mais atuante dos usuários. A palavra “coletividade” passou a ser uma espécie de símbolo desta nova era, na qual a atuação da audiência não se resume somente por meio de acessos remotos. A ordem é participar e produzir.

Queremos aqui no blog do projeto Agora Ágora levantar alguns assuntos que, se já não estão em pauta hoje, estarão amanhã. Precisamos debater e arejar ideias para que se possa criar uma consciência coletiva de vida virtual, utilizando, ou não, as tecnologias de rede que nos mantém conectados uns aos outros.

Não é caridade e não é doação. É o financiamento coletivo, também chamado de “crowdfunding”. A proposta é criar obtenção de capital através de variadas formas de financiamento, normalmente geradas por pessoas físicas interessadas nas propostas. O que poderia ser difícil de imaginar, a Internet resolveu. O crowdfunding se popularizou e hoje é muito associado a questões como financiamento de campanhas políticas, produção cultural, pequenos negócios, start-ups, filantropia, ativismo, programas software livre, entre outros.

No Brasil, encontramos alguns exemplos como o “Incentivador” e o “Catarse”, com a opção de investimento em segmentos como música, fotografia, cinema & vídeo, teatro, arte, entre outros. O “Queremos” uniu pessoas com interesses em comum para pagar cachês de bandas e deu certo. O valor dos shows são divididos em cotas reembolsáveis caso não se consiga atingir a meta. Esse tipo de negócio acaba por gerar uma grande contribuição social para o desenvolvimento de projetos e causas, já que depende de uma mobilização coletiva.

Ao mesmo tempo, o crowdfunding também pode ser visto, e aplicado, como um sistema de empréstimos online, sem intermediários e bastante eficaz no resultado final. Como no exemplo do brasileiro Fairplace, no qual as pessoas podem investir e pedir empréstimos diretamente entre elas.

Seja para mobilizar para a arte, ganho de dinheiro ou abate de taxas de mercado, as pessoas estão encontrando alternativas viáveis para executarem suas ideias. Ao mesmo tempo em que parece ser uma revolução em prol da cidadania, existe outro lado que, sem que percebamos, torna obscura intenção destes intermediários.

E você, acredita que o fomento colaborativo é possível como novo modelo de produção de informação e conhecimento?

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